É tanta coisa pra fazer, tanto lugar pra conhecer, tanta gente pra ver...
Eu juro que estou tentando manter um diário de viagem, mas tá difícil.
Foi super tranquilo vir de avião. Chegar no lugar do trabalho não foi tão fácil assim, ainda mais porque o cara que explicou o caminho mandou a gente virar à direita quando a gente devia virar à esquerda, e ao contrário também.
Mas eu (e dois meninos brasileiros que vieram no mesmo voo, Rodrigo e Lúcifer) chegamos ao Jazz on Lenox, no Harlem. E é aqui que a gente vai morar/trabalhar pelos próximos meses.
O hostel é pequeno, um pouco bagunçado (imagina mais de 100 pessoas entrando e saindo o dia inteiro, falando milhares de linguas diferentes, e cada um falando inglês em um sotaque diferente), mas estranhamente confortável. O hostel é confortável, mas não a cama onde eu durmo. Ela é ruim.
Divdido o quarto com mais 7 pessoas, sendo que 4 também são brasileiras (Anna, Luciane, Lúcifer e Rodrigo - é, o quarto é misto). Nele também tem uma sul-africana (não sei como escrever o nome dela, mas deve ser algo como Iunes), um filipino (Paulo - que provavelmente tem outro nome, mas escolheu um nome ocidental, como a maior parte dos asiáticos fazem) e uma americana, Janele. Nos dois primeiros dias tinha ainda um outro americano, Gerald, mas ele já foi embora. Todos no quarto estão trabalhando no hostel (ou vão começar a trabalhar semana que vem, como é meu caso. Segunda e terça farei housekeeping de 9 am até 5 pm. Quarta e sexta vou ajudar na segurança noturna. Tipo, de madrugada, até 5 da manhã. Mas as atividades devem mudar a cada semana.)
Eu já aprendi a usar o metrô. Na verdade, com um mapa na mão, qualquer pessoa é capaz de usar o metrô, ou andar pelas ruas aqui em Manhattan. As ruas que cortam a cidade de leste a oeste vão aumentando de número à medida que você sobe a cidade (mais pro sul, números menores, mais pro norte, números maiores), e as avenidas que cortam Manhattan de norte a sul vão aumentando de número do rio East para o rio Hudson (mas algumas vezes essa avenidas têm nomes, tipo Madison Ave.). Agora, quem vai usar bastante o metrô -isso é, praticamente todo mundo que vai ficar durante mais de um dia em NY - precisa fazer o MetroCard. Você paga um valor determinado, e tem direito a andar de metrô ilimitadamente durante um certo período. Por US$89.00, você pode andar de metrô durante 30 dias. Tá, você precisa esperar 18 minutos entre uma e outra vez que você usa o cartão, mas isso praticamente não é problema.
O Central Park é lindo. Pense em todos aqueles filmes que você já viu, e que aconteciam no Central Park. É indescritível chegar lá. Na primeira vez que eu fui (com outros brasileiros), estava acontecendo homenagem para o John Lennon, na Strawberry Fields. O parque em si estava vazio, mas na Strawberry Fields tinha muita gente cantando Beatles, e repórteres cobrindo o acontecimento. Quase apareci de robert na cobertura da Record... hehe
Times Square... Brilhante. De noite, parece que esá de dia, porque tem muita luz. Lotado de gente, e muitos são brasileiros.
Rockefeller Center. Bonito e tal... Mas, sinceramente, eu achava que a árvore de natal e a pista de patinação fossem maiores.
MoMA. Frida Kahlo. Henri Matisse. Edvard Munch. Pablo Picasso. Van Gogh. Sem palavras. Perfeito, perfeito, perfeito (principalmente o 5º andar - que é onde estão as pinturas de todos acima.) Alguém sabe o que é ver "A Dança", a apenas dois metros de distância?
Ontem à noite, ao invés de ir dormir cedo, como nos dias anteriores, fiquei acordada até mais tarde. O pessoal decidiu jogar Taboo (você tem que fazer seu time adivinhar uma palavra, ou nome, sem poder falar determinadas palavras, escritas no cartão que você tem.). Praticamente só tinha brasileiros e franceses na common area (e mais 3 americanos). Depois que o jogo acabou - minha equipe perdeu FEIO - ficamos conversando, rindo demais, tentando resolver o cubo mágico (um dos franceses resolveu em menos de 5 minutos, sem olhar para o cubo!). E teve gente dançando Lady Gaga. E hip hop, e funk (ouvir Dança da Motinha não era exatamente o que eu esperava dessa minha viagem pra NY!).
Bem, acho que é isso por enquanto.
Estou com saudade da minha família, da minha cama e dos meus amigos, mas estar aqui na Grande Maçã é uma boa experiência. Quem sabe o que ainda tem para acontecer?
Ah, não deu pra ir no show das Indigo Girls na quinta. Os ingressos estavam esgotados (aí, acabei indo à Times Square). Mas em 20 fevereiro eu com certeza vou no show do Common Rotation. Os meninos com quem eu estou andando querem ir no show da Lady Gaga, com Scissor Sisters no show de abertura, dia 22 de fevereiro (olha, é o aniversário da gorda-mor!). Mas eu acho que eu não vou.
Agora sim, é isso. Até o próximo post, fantasmas que leem o Five By Five.
Crisss!! Que legal que vc ta em NYC! Eu amei a cidade quando fui ai, mas so fui duas vezes e so fiquei um dia em cada vez! Mesmo assim, achei a cidade incrivel! Vc ja deve ter percebido como e facil comprar as coisas ai nos EUA. No pais do capitalismo, nao tem nada mais interessante que isso! Quero te fazer um pedido: quando passar perto da loja da Abercrombie e Fitch, e sentir aquele perfume gostoso da loja, diz pra loja que to com saudade!rs..Eu sei que 'e loucura, mas eu amo Abercrombie e Fitch! Aproveite bastante ai! Vc merece tudo isso e a gente aprende demais quando esta fora! Abracos e tudo de bom!
ResponderExcluirCriiiiis!
ResponderExcluirNão somos fantasmas, mas também lemos seus posts. hahaha
E, para aqueles que não sabem, eu sou a gorda-morlinda dela. =)
Amoooo você, Cris!