sábado, 19 de fevereiro de 2011

Popularidade

1- Gostar de coisas que ninguém conhece/ninguém gosta e não gostar das coisas que as pessoas gostam.
2- Fazer seu melhor para não chamar atenção.
3- Fazer seu melhor pra não perturbar as pessoas.
4- Fazer silêncio quando as pessoas estão dormindo.
5- Dizer que as pessoas fizeram barulho quando você dormia.
6- Não implicar com um grupo de pessoas sobre as quais você não tem conhecimento nenhum.
7- Não aceitar trabalhar no lugar de outra pessoa quando você está muito cansado E a troca não passou pela aprovação do seu gerente.
8- Não beber.
9- Não fumar.
10- Não usar drogas ilícitas.
11- Não gostar de boates.
12- Leia muito. Principalmente livros de fantasia, ficção científica ou sobre História.

Faça tudo que está nessa lista e a sua popularidade despencará. Testado e comprovado!
Bem vindo ao mundo dos vilões da atualidade.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma semana (de 10 dias) incrível

O seguinte post é o maior da história do Five By Five. Não leia se tiver pouca paciência, pouco tempo, ou se não tem interesse nenhum em saber do meu trabalho, de Buffy The Vampire Slayer, de Hudson Leick ou de Green Day.

Quarta-feira, 12/01/11

Depois de um mês trabalhando no hostel, finalmente vou para a front desk. Tá, se eu não tivesse conversado com a gerente, eu ainda estaria em housekeeping + night help. Mas minhas noites de night help foram substituídas por front desk.
Comecei batendo o recorde da recepção: fiz check-in de um hóspede, sozinha, logo no meu primeiro dia. O Phillip, assisting manager (vou chamar de 2º gerente), que estava me treinando, ficou espantado, principalmente porque eu não fiz nenhuma coisa errada... Ok, eu fiz uma coisa errada, mas antes de terminar o check-in eu percebi minha burrice e corrigi o problema.
Deixei o gerente impressionado, mudei de função, tô de boa.

Quinta-feira, 13/01/11

Aconteceu alguma coisa aqui? Pensa, pensa, pensa...
Hum, de noite eu fui na Affair on Eighth, um bar/pub, onde estava acontecendo reunião do CouchSurfing. Mas nem foi tão legal quanto da outra vez.

Sexta-feira, 14/01/11

15 horas de trabalho. É, isso não é uma coisa boa. Primeiro, 7 horas de housekeeping. Depois, 8 horas de front desk. Continuando o treinamento, demonstrando minha capacidade incrível de aprender as coisas... Ahem, humildade, volta aqui! Enquanto trabalhava, descobri um cartão de desconto de 15% na Forbidden Planet, uma loja de comics, bonecos, camisetas, livros de sci-fi e fantasy, mangás e o que mais que um nerd pode querer (exceto videogames). Obviamente, fico com muita vontade de ir lá. E também faço planos pra ir ao Jewish Museum.
Checo o site e descubro que no sábado, o museu tem entrada gratuita, e todas as exposições ficam abertas (incluindo Feminism and Painting, que eu já planejo ver tem tempo...).
"Então, eu vou passar a tarde no Jewish Museum, e depois vou pra Forbidden Planet, fazer umas comprinhas básicas..."
Mas, eis que chega o Lúcifer e pede para trocar de horário comigo, já que ele tinha arranjado um segundo emprego e precisava estar lá às 11 h do sábado (horário que ele faria housekeeping).
Reluto, pois estou cansada. Mas acabo trocando de horário com ele. Gerente autoriza a troca, e tal.

Sábado, 15/01/11

Housekeeping no lugar do Lúcifer. Pouca coisa pra fazer.
De noite, depois de trabalhar, vou na Forbidden Planet.
Imaginem um nerd no lugar mais nerd que já esteve em sua vida.
É, foi assim que eu estava.
Comprei a HQ 8X39 de Buffy (edição muito estranha, by the way), uma caneca promocional da 8ª temporada de Buffy, um boneco do Yoshi (do Super Mario World) e o The Ultimate Hitchhiker's Guide To The Galaxy, do Douglas Adams (os 5 volumes de THGTTG mais um conto extra).
Só de ter comprado a caneca de Buffy, já fiquei super feliz.
De noite, o pessoal saiu pra Pacha NYC, para comemorar o aniversário de 21 anos da Luciane. Eu não quis ir. Estava cansada, por ser menor de 21, ia ter de pagar 30 dólares pra entrar... e eu nunca fui muito chegada em boate. (Acabou que a fila estava muito grande e eles desistiram de entrar.)

Domingo, 16/01/11

Aniversário da Lu. Ela, eu, Lúcifer, Anna, Rodrigo, Vinícius e Diego fomos ao TGI Friday's da Penn Station, pra comemorar. Galera junta, pagando muito caro para comer uma comida nem tão boa assim (8 dólares por uma sopa de cebola super-gordurosa que eu não dei conta, e 2,50 por um suco de maçã sofrível).
Tá, eu acho que isso não foi legal.

Segunda-feira, 17/01/11

Eu devia trabalhar. Mas, como tinha trabalhado no lugar do Lúcifer no sábado, ele trabalhou no meu lugar. De noite, fomos ao Jazz on the Park, encontrar o Diego.
Okay, nada demais até agora.

Terça-feira, 18/01/11

Agora que as coisas ficam emocionantes.

Depois de uma tarde entediante (dormi quase a manhã inteira), saí com Anna e Lúcifer pra encontrar com Diego e Gibran. Acabou que o Gibran não foi se encontrar com a gente. Enquanto a gente comia no MacDonald's (ou melhor, eles comiam e eu tomava café), decidi entrar no meu twitter pelo celular. Amber Benson estava twittando sobre o livro da série Calliope Reaper-Jones que ela está escrevendo. Achei legal saber que vai ter alguma coisa sobre astecas no 4º livro.
E aí, eis que ela retuita isso:


Entendam: 3/5 não é 3 de maio, mas 5 de março.
Midtown Comics é em Manhattan.
E eu só volto para o Brasil na segunda metade de março.
Sabem o que isso significa, né?
EU VOU VER AMBER BENSON, VOU PEGAR AUTÓGRAFO COM ELA, VOU TIRAR FOTO COM ELA, VOU FILMAR...
Dreams DO come true.
E já estou combinando com o Lúcifer: se eu tiver de trabalhar no dia/horário da tarde de autógrafos, ele troca comigo!

E ainda não acabou.

Saimos do MacDonald's, o Lúcifer voltou pro hostel, eu, Anna e Diego decidimos dar uma volta.
Primeiro, encontramos uma loja de fantasias. Entre muitas coisas que eu quis comprar, fiquei com uma touca da Sonserina.
Segunda parada: Strand Bookstore. Maior livraria de NYC. Fiquei até tonta lá dentro. Long story short: comprei 1ª temporada completa de Glee, The Mists of Avalon (Marion Zimmer Bradley), Brave New World (Aldous Huxley) e Stone of Tears (Terry Goodkind. Eu queria Wizard's First Rule, mas não tinha.)
Terceira parada: vitrine da Forbidden Planet. Uma camiseta linda "I s2 Buffy". Não vi o preço, mas como pretendia voltar ali mais algumas vezes, nem importei.
De volta pro hostel.

E, mais uma vez, ainda não acabou.

10 da noite, fui pro Jazz on the Park, encontrar um pessoal pra ir numa boate. Boate terça-feira? Ainda mais você que não gosta de boates, Cristiane?
Sim. 5 dólares antes da meia-noite, música boa, e nenhuma preocupação na cabeça. O único problema é o X gigantesco em cada uma das minhas mãos (menor de idade...). Até agora (sexta-feira) tem vestígio da caneta hidrocor.

Atenção, senhor leitor que chegou até aqui. Sugiro que vá dar uma pausa, pois o texto ainda continua mais pra baixo, e você vai ficar cansado.

Quarta-feira, 19/01/11

Apesar de ter ido dormir às 4 da manhã, acordei cedo. Saí pra Forbidden Planet, pra ver a camiseta de BtVS e comprar um jogo de XBox e um de Nintendo DS (nenhum pra mim. O primeiro era pro Henrique, o segundo pra Carla.)
Acabei comprando 2 camisetas de BtVS (cada uma por 15), mais a HQ 8X40 de BtVS. Comentários mais abaixo. Depois comprei os jogos, por um preço menor do que eu previa.
Voltando pro hostel, fui lendo a HQ no metrô. Depois de 39 edições sofríveis, Joss Whedon me lembrou porque que é que ele é mestre. Edição sensacional, ainda mais com o fato de Willow e Kennedy terem terminado. Isso foi MUITO especial pra mim.
Pra quem nunca curtiu BtVS, ou não tem a mínima ideia do que é BtVS (Buffy the Vampire Slayer/ Buffy, A Caça-Vampiros), só vou explicar uma coisa: Willow é uma das minhas personagens preferidas, Kennedy é a pior personagem da série. Sempre detestei o relacionamento das duas, ainda mais porque a Tara (sim, personagem da Amber Benson), ex-namorada da Will, é a minha personagem preferida. Eu passei a temporada inteira torcendo pra Will dar um pé na bunda da Kennedy, ou que a Kennedy desse um pé na bunda da Will, ou que a Kennedy tivesse um fim qualquer, só pra ver a Will livre dessa mala.
Então, finalmente a Will percebeu que a Kennedy não merece ela (tá, não foi isso que aconteceu...), e eu MEGA COMEMOREI!
E no fim da edição tinha uma carta do Joss Whedon pros fãs, que eu achei digna, e me enche de esperança quanto à S9. Quero dizer, não me dá esperança em relação à volta da Tara (mesmo assim, continuo achando que um dia ela volta!), mas em relação à série.

Twittei sobre a HQ, e minha timeline explodiu em felicidade. Pelo visto, todo mundo ama Willow e Kennedy. #not E, com isso, acabei convencendo alguns a lerem a S8.
Depois, front desk. Fiquei sozinha a maior parte do tempo, e dei conta de me virar bem. Como não tinha nada pra fazer, fui pro twitter, e depois, assisti Pretty Little Liars e How I Met Your Mother pelo computador central (:O).
Quando volto pro twitter, vejo que algumas pessoas da minha vida online estiveram mugindo...
...com a Hudson Leick.

"Quem é Hudson Leick?", vcê me pergunta. E eu te digo: "você não assistia Xena, não é?" E eu sei que a sua resposta é não, porque se você não sabe que Hudson Leick era a Callisto, então você não assistia Xena (ter visto um episódio editado pela Rede Recorte não conta!).
Sim. Meus amigos estavam mugindo pelo twitter, com a Hudson "Auntie Call" Leick.
Por que é que eu não estava no twitter naquelas 2 horas?

Quinta-feira, 20/01/11

Manhã. Eu vou para o twitter, e eis que as pessoas voltam a mugir com a MooLeick.
Eu fico com invejinha, e twitto:

I'm getting jealous. @ @ @ and @ are tweeting with @!

(Estou ficando com ciúmes. @pedrohenriqaf @maryannewtk @Titus_Official e @AleXenite estão tuitando com @HudsonLeick!)

E a Hudson me convida para participar da conversa. Abaixo, os tweets dela:


E, sim o "so include yourself. come on in the waters (sic) warm" foi pra mim!
HUDSON LEICK, minha boa gente leitora do Five By Five!
Ela precisou sair, e depois eu fui cuidar da minha vida.
Fui pra Times Square, precisando comprar roupas (muitas das que eu trouxe encolheram na secadora. Algumas encolheram apenas de um lado.), e pensando na possibilidade de comprar um ingresso pro musical American Idiot.
E foi o que eu fiz. Comprei pela metade do preço, um bom ingresso na fila N da orquestra.
Depois de comprar umas roupas na Forever 21, voltei pro hostel, só pra me arrumar para ver o musical, às 8 da noite.
INCRÍVEL!
Atualmente, o papel de St. Jimmy é do próprio Billie Joe Armstrong (para você que não sabe quem ele é, o vocalista do Green Day). E o Bille Joe é ótimo! Mas, antes de começar o espetáculo, um locutor disse que "excepcionalmente esta noite, St. Jimmy será interpretado por Justin Bieber. (silêncio) É brincadeira! Billie Joe Armstrong é St. Jimmy!"
Na verdade, o musical inteiro é excelente. Um elenco bem talentoso, coreografias muito bem feitas, uma história que se encaixou direito com as músicas escolhidas (todas do álbum American Idiot e mais algumas do 21st Century Breakdown), um cenário muito interessante, iluminação incrível...
Aff, tô até agora inebriada com a apresentação.
A platéia aplaudia a cada número musical. Acho que o momento mais aplaudido foi quando tocaram St. Jimmy, principalmente porque era o próprio Billie Joe no palco.
Mas, o melhor mesmo foi depois do fim do musical, quando o elenco voltou para o palco, foi aplaudido, a cortina desceu de novo, e logo em seguida, subiu.
Todos estavam com violões, e o Billie Joe puxou:
♫ "Another turning point
A fork stuck in the road
"♫ (Clique no verso para ver o clipe!)
E ele pediu pra platéia ajudá-los a cantar.
Sim! Good Riddance (Time of your life). A minha música preferida do Green Day, e que não faz parte do musical! Mas eles tocaram e cantaram e eu quase chorei.
GENTE, é Time Of Your Life! PERFEITO, PERFEITO, PERFEITO!
A única coisa é que não pode tirar foto dentro do teatro. Mas eu tirei do lado de fora, com os cartazes, e fiz um videozinho, tentando expressar o que American Idiot foi. Mas é impossível. Depois upo ele no youtube (meu Deus, "upo"? Aportuguesamento de palavras ruleia... ARGH! De novo???)
E, pra ser sincera, eu quero ver American Idiot de novo. Estou com vontade de ir na 1ª semana de fevereiro. Não vai ter o Billie Joe, mas vai ter a Melissa Etheridge. Claro, ela não fará o St. Jimmy... eu acho. Vai saber, né?
Bem, fico por aqui.
Obrigada a você por ter lido com toda atenção e paciência esse post gigantesco. E sinto muito se a minha semana não pareceu incrível para você. Pra mim ela foi LEGEN -

wait for it...


-DARY!
(não entendeu? Assista How I Met Your Mother!)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Adeus ano velho, feliz ano novo... No Central Park

Simplesmente a virada de ano mais diferente que eu já tive na minha vida.

7 pm: "O que eu vou fazer para o reveillon?"
7:10 pm: "Vou para o Central Park com o pessoal do hostel, que não está trabalhando.
8:30 pm: Banho
9:00: "Vamos"?, eu pergunto para os outros brasileiros que estão no hostel. O Lúcifer estava todo animado conversando com umas alemãs que ele tinha acabado de conhecer. A Lu e o Vinícius saíram, e eu fiquei esperando o Lúcifer, conversando com as alemãs.
10:30 pm: "Let's go to Central Park?". E lá fui eu, com o Lúcifer, Eduardo (um outro brasileiro que a gente conheceu ontem) e as alemãs - provavelmente vou escrever errado os nomes delas -, Electra e Ailin.
11 pm: Chegamos no Central Park. Tem bastante gente, mas, aposto que se comparar com a Times Square, estava vazio. Ai, eu olho pro lado e vejo muitas pessoas com roupa de corrida, e números pregados nas roupas. Tinha uma corrida no Central Park e eu não sabia? Isso é chato! Fomos nos embrenhando pela multidão, até que a gente descobriu um palco com alguma apresentação. Mas eu estava longe, e sou baixinha, então quase não vi o que estava acontecendo lá na frente.
11:30 pm: Encontramos alguns amigos das alemãs. Eu e o Lúcifer estávamos tentando encontrar o Diego, mas quem disse que conseguimos?
11:45: Lúcifer (ou Hans, como as alemãs estavam chamando ele) some. As alemãs sugerem da gente ir ver a queima de fogos numa das partes mais altas do parque. Meu pé estava congelando.
11:50: Subimos para o lugar, atravessando MUITA neve. Devia ter uns 40 cm de neve, se não mais. Chegamos lá. Tinha uma boa quantidade de outras pessoas.

Meia-noite. Os fogos começam.
"Happy New Year! Happy New Year!" As pessoas começam a falar, e a se abraçar. Quem é que eu estou abraçando? Cadê minha família? Cadê o calor infernal que é o Brasil durante a virada do ano? Cadê o Jack -família, vocês se lembram do Jack, né? O melão que a gente esculpiu ano passado...-?
Geeeente, eu virei o ano no CENTRAL PARK? Foi isso mesmo que aconteceu?
Bem, o show pirotécnico foi lindo. Consegui fazer alguns vídeos... Vou upar pro youtube depois.

12:20: acabam os fogo. "Vamos pra festa no Jazz on the Park?" E saio eu, guiando 5 alemães e um brasileiro para o hostel, onde tinha uma festa gratuita. "Cadê o Lúcifer?". E eu tento ligar pro Diego, mas a chamada não completa, e a bateria do meu celular está acabando...
12:30: chegamos no Jazz on the Park. Com sempre, o lugar está infestado de brasileiros. Mas nada do Diego ou do Lúcifer, que também iam pra lá. Descemos para o porão, onde a festa estava acontecendo e...

Peraí, eu REALMENTE passei a primeira madrugada do ano numa FESTA em um HOSTEL em NOVA YORK? Isso faz sentido pra vocês? Porque, pra mim, ainda é meio irreal.

Depois, sem ter mais ideia das horas, o pessoal do Jazz on Lenox foi chegando na festa, eu reencontrei o Lúcifer, depois o Diego também chegou.
E, meu Deus, espera aí: eu estava dançando? EU? WHAT THE HELL IS GOING ON?

Bem, lá pelas 3:45 eu, Lúcifer, Luciane, Vinícius e Ícaro voltamos pro Jazz on Lenox. O metrô demorou um século para chegar da 110th até a 125th West. E foi o tempo suficiente pra fazer uma promessa: 2011 vai ser o melhor ano, entre todos os que eu já vivi. E eu vou fazer o melhor pra que seja assim.

Então, eu sei que esse post não tem muito valor no sentido de contar sobre a cidade de Nova York. Mas foi tão fora do comum meu reveillon que eu precisava comentar com o mundo.

Por fim, feliz ano novo para todo mundo que ler esse post até o fim. Que 2011 seja um ano cheio de realizações, pra todos vocês.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Enjoy the go!

Nova York é cheia de coisas estranhas. Certo?
Certíssimo.

Uma das mais espantosas que eu encontrei até agora é a Charmin Restrooms, em plena Times Squares. Pensem que lugar agradável: Pessoas dançando, chocolate quente de graça, acesso gratuito ao Facebook e Twitter, lugares para tirar fotos ou fazer vídeos, banheiro de graça...
Super agradável, não é?
Mas, espera, o QUE É Charmin Restrooms?
Nada mais, nada menos, que um ambiente de propaganda de papel higiênico da marca Charmin.
O.O
Sério.

Um dia desses pra trás, a gente estava conversando com uns alemães aqui no hostel, e eles falaram desse lugar. Eu achei bizarro, porque, eles tinham dito, havia diferentes tipos de papel higiênico para escolher -normal, sensitive...
E não é que, esses dias pra trás, ao andar pela Times Square, eu e outros brasileiros fomos parar na Charmin Restrooms?
No início, eu fiquei com medo de tomar o chocolate quente que eles estavam oferecendo (vai que tem laxante?).
Mas aí, a gente descobriu que TUDO lá era gratuito.
Incluindo o banheiro.

E, como eu disse antes, tinha lugares para fazer vídeo ou foto. Eu, é claro, não quis nem um nem outro, mas algumas das pessoas que estavam comigo fizeram um vídeo, dançando o jingle da Charmin, "Enjoy the go". Pro pessoal aí que não entende muito de inglês, o slogan da Charmin significa algo como "aproveite a ida (ao banheiro)". E depois tiraram fotos num trono imenso - sim, um "trono" decorado como um trono real...
Aiai.
Mas foi bem engraçado ficar lá. Tirando pelo jingle, que toca repetidamente, nada a reclamar da Charmin Restrooms.
Então, se quando você for pra Times Square, e precisar, loucamente usar o banheiro, corra para a Charmin Restrooms... Enjoy the go!

Para os curiosos, aqui está o site da Charmin.

É isso aí, pessoas.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Verdades, mentiras e curiosidades sobre NY

Já estou na minha terceira semana aqui em Nova York, e nesse período, percebi algumas coisas que são... interessantes. Sabe aquelas coisas que as pessoas dizem sobre as outras, de outro lugar? Os estereótipo? Pois bem, eis o que eu tenho a dizer sobre alguns dos estereótipos que temos de New York, nova-iorquinos e etc.

Menor de idade não consegue comprar bebida - em todas as lojas eles pedem ID.
FALSO!
Já testemunhei alguns menores de idade (21 anos aqui nos EUA, é a idade mínima pra beber) comprando Budwieser (é assim que escreve?) ou qualquer outra cerveja. Sem nem mesmo precisar mostrar o passaporte.
E, complementando esse tópico, já vi gente usando carteira de motorista de outra pessoa pra poder comprar bebida, ou entrar em pubs e boates (pubs sempre exigem 21 anos, algumas boates aceitam maiores de 19 -mas bebida só a partir de 21).

Nova iorquinos sempre estão de cara fechada, são grossos e não estão nem aí para os outros.
FALSO!
No dia que eu cheguei aqui, muitas pessoas foram solícitas, explicando o caminho, ou mesmo se oferecendo para ajudar com as malas (mas eu dispensei. Sou orgulhosa e faço as minhas coisas por mim mesma).
E, todo lugar que você vai, seja na Starbucks, na Charmin' Restrooms (depois conto mais sobre essa doidera que é a Charmin' Restrooms...), na Barnes & Noble, no Central Park, no metrô ou qualquer outro lugar, as pessoas são sempre atenciosas e sorridentes.
Sorriem mais que eu, pra falar a verdade.

Nova York é cheia de latinos. Provavelmente, só perde para Miami.
VERDADEIRO!
É muito comum você andar pela Times Square e ouvir alguém dizendo "Mira!" ("olha", em espanhol), ou, "você é brasileira? Pode tirar uma foto minha aqui na frente do M&M World?".
Pode parecer legal de início, mas não é. Ainda mais quando os falantes de espanhol resolvem dar uma de espertinhos e começam a falar que não falam inglês. E, por mais que você mande eles ficarem quietos, porque é a regra do hostel depois das 11 da noite, eles não se calam. Aí você é obrigada a apagar a luz da common area e expulsar todo mundo que está lá, incluindo os belgas e alemães que estavam quietos o tempo todo.
E, quando for a Miami, nem tente falar em inglês. As pessoas lá só falam espanhol.

A comida norte-americana é ruim e cara, até mesmo os fast-foods.
Depende...
Eu consegui achar lugares com boa comida, que nem eram assim tão caros (tipo o Jacob's Soul Food). O sanduíche da Subway é uma delícia, e compensa o preço.
Mas, é necessário se manter atento, para não pagar 4 dólares numa garrafa 400ml de água na Sbarros...

Tirando a comida, as coisas são bem baratas, principalmente eletrônicos e roupas.
Depende...
Se você for em lojas de marca, prepare-se para descobrir que isso não é verdade.
Mas, se você souber onde ir, aí, sim, querido. É barato. Pra eletrônicos, sugiro a Best Buy, em vários pontos da cidade.
Pra roupas... bem, isso eu ainda estou descobrindo. Mas me falaram de uma tal de Buffalo Exchange, que parece ser bem barata. Ah, mas isso é um tipo de brechó.

Bem, por enquanto é isso. Até o próximo post.

PS: Pedro Paulo, a Lud me falou que você está lendo o blog. Se isso for verdade, deixa um comentário aqui!

sábado, 11 de dezembro de 2010

É tanta coisa que nem dá pra falar tudo...

Estou em NY.
É tanta coisa pra fazer, tanto lugar pra conhecer, tanta gente pra ver...
Eu juro que estou tentando manter um diário de viagem, mas tá difícil.
Foi super tranquilo vir de avião. Chegar no lugar do trabalho não foi tão fácil assim, ainda mais porque o cara que explicou o caminho mandou a gente virar à direita quando a gente devia virar à esquerda, e ao contrário também.
Mas eu (e dois meninos brasileiros que vieram no mesmo voo, Rodrigo e Lúcifer) chegamos ao Jazz on Lenox, no Harlem. E é aqui que a gente vai morar/trabalhar pelos próximos meses.

O hostel é pequeno, um pouco bagunçado (imagina mais de 100 pessoas entrando e saindo o dia inteiro, falando milhares de linguas diferentes, e cada um falando inglês em um sotaque diferente), mas estranhamente confortável. O hostel é confortável, mas não a cama onde eu durmo. Ela é ruim.
Divdido o quarto com mais 7 pessoas, sendo que 4 também são brasileiras (Anna, Luciane, Lúcifer e Rodrigo - é, o quarto é misto). Nele também tem uma sul-africana (não sei como escrever o nome dela, mas deve ser algo como Iunes), um filipino (Paulo - que provavelmente tem outro nome, mas escolheu um nome ocidental, como a maior parte dos asiáticos fazem) e uma americana, Janele. Nos dois primeiros dias tinha ainda um outro americano, Gerald, mas ele já foi embora. Todos no quarto estão trabalhando no hostel (ou vão começar a trabalhar semana que vem, como é meu caso. Segunda e terça farei housekeeping de 9 am até 5 pm. Quarta e sexta vou ajudar na segurança noturna. Tipo, de madrugada, até 5 da manhã. Mas as atividades devem mudar a cada semana.)

Eu já aprendi a usar o metrô. Na verdade, com um mapa na mão, qualquer pessoa é capaz de usar o metrô, ou andar pelas ruas aqui em Manhattan. As ruas que cortam a cidade de leste a oeste vão aumentando de número à medida que você sobe a cidade (mais pro sul, números menores, mais pro norte, números maiores), e as avenidas que cortam Manhattan de norte a sul vão aumentando de número do rio East para o rio Hudson (mas algumas vezes essa avenidas têm nomes, tipo Madison Ave.). Agora, quem vai usar bastante o metrô -isso é, praticamente todo mundo que vai ficar durante mais de um dia em NY - precisa fazer o MetroCard. Você paga um valor determinado, e tem direito a andar de metrô ilimitadamente durante um certo período. Por US$89.00, você pode andar de metrô durante 30 dias. Tá, você precisa esperar 18 minutos entre uma e outra vez que você usa o cartão, mas isso praticamente não é problema.

O Central Park é lindo. Pense em todos aqueles filmes que você já viu, e que aconteciam no Central Park. É indescritível chegar lá. Na primeira vez que eu fui (com outros brasileiros), estava acontecendo homenagem para o John Lennon, na Strawberry Fields. O parque em si estava vazio, mas na Strawberry Fields tinha muita gente cantando Beatles, e repórteres cobrindo o acontecimento. Quase apareci de robert na cobertura da Record... hehe

Times Square... Brilhante. De noite, parece que esá de dia, porque tem muita luz. Lotado de gente, e muitos são brasileiros.

Rockefeller Center. Bonito e tal... Mas, sinceramente, eu achava que a árvore de natal e a pista de patinação fossem maiores.

MoMA. Frida Kahlo. Henri Matisse. Edvard Munch. Pablo Picasso. Van Gogh. Sem palavras. Perfeito, perfeito, perfeito (principalmente o 5º andar - que é onde estão as pinturas de todos acima.) Alguém sabe o que é ver "A Dança", a apenas dois metros de distância?

É.

Ontem à noite, ao invés de ir dormir cedo, como nos dias anteriores, fiquei acordada até mais tarde. O pessoal decidiu jogar Taboo (você tem que fazer seu time adivinhar uma palavra, ou nome, sem poder falar determinadas palavras, escritas no cartão que você tem.). Praticamente só tinha brasileiros e franceses na common area (e mais 3 americanos). Depois que o jogo acabou - minha equipe perdeu FEIO - ficamos conversando, rindo demais, tentando resolver o cubo mágico (um dos franceses resolveu em menos de 5 minutos, sem olhar para o cubo!). E teve gente dançando Lady Gaga. E hip hop, e funk (ouvir Dança da Motinha não era exatamente o que eu esperava dessa minha viagem pra NY!).

Bem, acho que é isso por enquanto.
Estou com saudade da minha família, da minha cama e dos meus amigos, mas estar aqui na Grande Maçã é uma boa experiência. Quem sabe o que ainda tem para acontecer?

Ah, não deu pra ir no show das Indigo Girls na quinta. Os ingressos estavam esgotados (aí, acabei indo à Times Square). Mas em 20 fevereiro eu com certeza vou no show do Common Rotation. Os meninos com quem eu estou andando querem ir no show da Lady Gaga, com Scissor Sisters no show de abertura, dia 22 de fevereiro (olha, é o aniversário da gorda-mor!). Mas eu acho que eu não vou.

Agora sim, é isso. Até o próximo post, fantasmas que leem o Five By Five.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tá chegando!

Eu sei que não tem ninguém perdendo tempo, lendo meu blog. Eu mesma não leria ele.
Mas já que ele existe, vou escrever alguma coisa, e espanar a poeira.

E o que eu vou escrever? Pensa, pensa, pensa...

Ah! Sobre o intercâmbio!

Então, pelas minhas contas, faltam 19 dias antes da viagem! 19 DIAS! Eu nem vi o tempo passando. Foi tão rápido, tão... normal, que eu nem vi.
Teve a ida ao consulado, para tirar o visto no dia 04. Saímos daqui de Lavras quase meia-noite, no ônibus que veio de BH com uma parte dos alunos da capital. Dormi (mal) a maior parte da ida, só acordei quando a gente chegou no bairro do consulado.
Ficamos uma hora esperando do lado de fora, até a nossa hora marcada (8:00). Aproveitei o tempo para conversar com o Vinícius, o Diego e o Lúcifer, que também vão trabalhar para o Jazz Hostels. Quando finalmente deu a hora de entrar no consulado, continuei conversando com eles, pelas intermináveis filas.
Sou péssima em estimativas, mas devia ter umas 2500 ou 3000 pessoas lá. Alguém tinha dito que aquela primeira fila era uma "fila para pegar fila". E isso é a mais pura verdade.
O grande problema nem foi a entrevista, mas a fila para tirar as impressões digitais. Imaginem a cena: eu não havia dormido direito durante a madrugada, tinha comido só duas barrinhas de cereal nas últimas 10 horas e já havia passado por 2 filas imensas. Estava com uma senha na mão 8405. Olhei para o telão que avisava quais senhas estavam sendo chamadas... E reparei que os números eram chamados aleatoriamente!
A minha "sorte" é que consegui um lugar para sentar. Porque devo ter ficado mais de uma hora esperando minha senha ser chamada, e nada. Pessoas que pegaram a senha MUITO depois de mim foram chamadas para tirar as impressões digitais bem antes de mim.
Eu comecei a achar que nunca chamariam a minha senha, quando o painel resolveu mostrar as senhas em ordem, começando por aquelas que estavam havia muito tempo esperando.
Aí me chamaram, tiraram minhas digitais, fui pra fila da entrevista. E até que foi rapidinho.
A entrevista foi tranquila. Poucas perguntas, e apesar de todos os documentos que o pessoal da True Experience orientou que eu levasse, não me pediram nada. Nem mesmo a declaração de matrícula, que me deu tanto trabalho para tirar.
Fui uma das últimas pessoas (dos alunos da True) a sair do consulado. Todo mundo teve o J1 concedido, mas algumas pessoas que tentaram o visto de turista não conseguiram. Voltamos pra Lavras (ou BH, dependendo da origem das pessoas).
Eu estava morta!

Bom, passaram os dias, e agora a viagem está cada vez mais próxima. Já paguei a passagem -foi mais de R$ 1800,00!- e estou arrumando os últimos detalhes antes da minha ida...

...dá uma coisa estranha, ao pensar que estou indo para um outro país. Ficar longe da minha família (sempre morei com meus pais), numa cultura diferente da minha, recebendo míseros US$75,00 por semana... Isso me deixa um pouco assustada, mas ao mesmo tempo me dá uma vontade incontrolável de ver o tempo passando ainda mais rápido, para que meu intercâmbio aconteça!
E uma coisa que me dá muita ansiedade para chegar logo lá é que vai ter show das Indigo Girls dia 9/12 em NY. E se eu for trabalhar/morar no Jazz on the Town, dá pra ir a pé ao local do show!
Bem, mas isso é cena dos próximos capítulos.




Ah!, antes que eu me esqueça, fiz minha inscrição no site do Jornal Hoje, para, quem sabe, ser blogueira da seção Intercâmbio. Duvido que me escolham, mas vai que eu estou errada?

Aí eu terei certeza que alguém lê meu blog.