sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Enjoy the go!

Nova York é cheia de coisas estranhas. Certo?
Certíssimo.

Uma das mais espantosas que eu encontrei até agora é a Charmin Restrooms, em plena Times Squares. Pensem que lugar agradável: Pessoas dançando, chocolate quente de graça, acesso gratuito ao Facebook e Twitter, lugares para tirar fotos ou fazer vídeos, banheiro de graça...
Super agradável, não é?
Mas, espera, o QUE É Charmin Restrooms?
Nada mais, nada menos, que um ambiente de propaganda de papel higiênico da marca Charmin.
O.O
Sério.

Um dia desses pra trás, a gente estava conversando com uns alemães aqui no hostel, e eles falaram desse lugar. Eu achei bizarro, porque, eles tinham dito, havia diferentes tipos de papel higiênico para escolher -normal, sensitive...
E não é que, esses dias pra trás, ao andar pela Times Square, eu e outros brasileiros fomos parar na Charmin Restrooms?
No início, eu fiquei com medo de tomar o chocolate quente que eles estavam oferecendo (vai que tem laxante?).
Mas aí, a gente descobriu que TUDO lá era gratuito.
Incluindo o banheiro.

E, como eu disse antes, tinha lugares para fazer vídeo ou foto. Eu, é claro, não quis nem um nem outro, mas algumas das pessoas que estavam comigo fizeram um vídeo, dançando o jingle da Charmin, "Enjoy the go". Pro pessoal aí que não entende muito de inglês, o slogan da Charmin significa algo como "aproveite a ida (ao banheiro)". E depois tiraram fotos num trono imenso - sim, um "trono" decorado como um trono real...
Aiai.
Mas foi bem engraçado ficar lá. Tirando pelo jingle, que toca repetidamente, nada a reclamar da Charmin Restrooms.
Então, se quando você for pra Times Square, e precisar, loucamente usar o banheiro, corra para a Charmin Restrooms... Enjoy the go!

Para os curiosos, aqui está o site da Charmin.

É isso aí, pessoas.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Verdades, mentiras e curiosidades sobre NY

Já estou na minha terceira semana aqui em Nova York, e nesse período, percebi algumas coisas que são... interessantes. Sabe aquelas coisas que as pessoas dizem sobre as outras, de outro lugar? Os estereótipo? Pois bem, eis o que eu tenho a dizer sobre alguns dos estereótipos que temos de New York, nova-iorquinos e etc.

Menor de idade não consegue comprar bebida - em todas as lojas eles pedem ID.
FALSO!
Já testemunhei alguns menores de idade (21 anos aqui nos EUA, é a idade mínima pra beber) comprando Budwieser (é assim que escreve?) ou qualquer outra cerveja. Sem nem mesmo precisar mostrar o passaporte.
E, complementando esse tópico, já vi gente usando carteira de motorista de outra pessoa pra poder comprar bebida, ou entrar em pubs e boates (pubs sempre exigem 21 anos, algumas boates aceitam maiores de 19 -mas bebida só a partir de 21).

Nova iorquinos sempre estão de cara fechada, são grossos e não estão nem aí para os outros.
FALSO!
No dia que eu cheguei aqui, muitas pessoas foram solícitas, explicando o caminho, ou mesmo se oferecendo para ajudar com as malas (mas eu dispensei. Sou orgulhosa e faço as minhas coisas por mim mesma).
E, todo lugar que você vai, seja na Starbucks, na Charmin' Restrooms (depois conto mais sobre essa doidera que é a Charmin' Restrooms...), na Barnes & Noble, no Central Park, no metrô ou qualquer outro lugar, as pessoas são sempre atenciosas e sorridentes.
Sorriem mais que eu, pra falar a verdade.

Nova York é cheia de latinos. Provavelmente, só perde para Miami.
VERDADEIRO!
É muito comum você andar pela Times Square e ouvir alguém dizendo "Mira!" ("olha", em espanhol), ou, "você é brasileira? Pode tirar uma foto minha aqui na frente do M&M World?".
Pode parecer legal de início, mas não é. Ainda mais quando os falantes de espanhol resolvem dar uma de espertinhos e começam a falar que não falam inglês. E, por mais que você mande eles ficarem quietos, porque é a regra do hostel depois das 11 da noite, eles não se calam. Aí você é obrigada a apagar a luz da common area e expulsar todo mundo que está lá, incluindo os belgas e alemães que estavam quietos o tempo todo.
E, quando for a Miami, nem tente falar em inglês. As pessoas lá só falam espanhol.

A comida norte-americana é ruim e cara, até mesmo os fast-foods.
Depende...
Eu consegui achar lugares com boa comida, que nem eram assim tão caros (tipo o Jacob's Soul Food). O sanduíche da Subway é uma delícia, e compensa o preço.
Mas, é necessário se manter atento, para não pagar 4 dólares numa garrafa 400ml de água na Sbarros...

Tirando a comida, as coisas são bem baratas, principalmente eletrônicos e roupas.
Depende...
Se você for em lojas de marca, prepare-se para descobrir que isso não é verdade.
Mas, se você souber onde ir, aí, sim, querido. É barato. Pra eletrônicos, sugiro a Best Buy, em vários pontos da cidade.
Pra roupas... bem, isso eu ainda estou descobrindo. Mas me falaram de uma tal de Buffalo Exchange, que parece ser bem barata. Ah, mas isso é um tipo de brechó.

Bem, por enquanto é isso. Até o próximo post.

PS: Pedro Paulo, a Lud me falou que você está lendo o blog. Se isso for verdade, deixa um comentário aqui!

sábado, 11 de dezembro de 2010

É tanta coisa que nem dá pra falar tudo...

Estou em NY.
É tanta coisa pra fazer, tanto lugar pra conhecer, tanta gente pra ver...
Eu juro que estou tentando manter um diário de viagem, mas tá difícil.
Foi super tranquilo vir de avião. Chegar no lugar do trabalho não foi tão fácil assim, ainda mais porque o cara que explicou o caminho mandou a gente virar à direita quando a gente devia virar à esquerda, e ao contrário também.
Mas eu (e dois meninos brasileiros que vieram no mesmo voo, Rodrigo e Lúcifer) chegamos ao Jazz on Lenox, no Harlem. E é aqui que a gente vai morar/trabalhar pelos próximos meses.

O hostel é pequeno, um pouco bagunçado (imagina mais de 100 pessoas entrando e saindo o dia inteiro, falando milhares de linguas diferentes, e cada um falando inglês em um sotaque diferente), mas estranhamente confortável. O hostel é confortável, mas não a cama onde eu durmo. Ela é ruim.
Divdido o quarto com mais 7 pessoas, sendo que 4 também são brasileiras (Anna, Luciane, Lúcifer e Rodrigo - é, o quarto é misto). Nele também tem uma sul-africana (não sei como escrever o nome dela, mas deve ser algo como Iunes), um filipino (Paulo - que provavelmente tem outro nome, mas escolheu um nome ocidental, como a maior parte dos asiáticos fazem) e uma americana, Janele. Nos dois primeiros dias tinha ainda um outro americano, Gerald, mas ele já foi embora. Todos no quarto estão trabalhando no hostel (ou vão começar a trabalhar semana que vem, como é meu caso. Segunda e terça farei housekeeping de 9 am até 5 pm. Quarta e sexta vou ajudar na segurança noturna. Tipo, de madrugada, até 5 da manhã. Mas as atividades devem mudar a cada semana.)

Eu já aprendi a usar o metrô. Na verdade, com um mapa na mão, qualquer pessoa é capaz de usar o metrô, ou andar pelas ruas aqui em Manhattan. As ruas que cortam a cidade de leste a oeste vão aumentando de número à medida que você sobe a cidade (mais pro sul, números menores, mais pro norte, números maiores), e as avenidas que cortam Manhattan de norte a sul vão aumentando de número do rio East para o rio Hudson (mas algumas vezes essa avenidas têm nomes, tipo Madison Ave.). Agora, quem vai usar bastante o metrô -isso é, praticamente todo mundo que vai ficar durante mais de um dia em NY - precisa fazer o MetroCard. Você paga um valor determinado, e tem direito a andar de metrô ilimitadamente durante um certo período. Por US$89.00, você pode andar de metrô durante 30 dias. Tá, você precisa esperar 18 minutos entre uma e outra vez que você usa o cartão, mas isso praticamente não é problema.

O Central Park é lindo. Pense em todos aqueles filmes que você já viu, e que aconteciam no Central Park. É indescritível chegar lá. Na primeira vez que eu fui (com outros brasileiros), estava acontecendo homenagem para o John Lennon, na Strawberry Fields. O parque em si estava vazio, mas na Strawberry Fields tinha muita gente cantando Beatles, e repórteres cobrindo o acontecimento. Quase apareci de robert na cobertura da Record... hehe

Times Square... Brilhante. De noite, parece que esá de dia, porque tem muita luz. Lotado de gente, e muitos são brasileiros.

Rockefeller Center. Bonito e tal... Mas, sinceramente, eu achava que a árvore de natal e a pista de patinação fossem maiores.

MoMA. Frida Kahlo. Henri Matisse. Edvard Munch. Pablo Picasso. Van Gogh. Sem palavras. Perfeito, perfeito, perfeito (principalmente o 5º andar - que é onde estão as pinturas de todos acima.) Alguém sabe o que é ver "A Dança", a apenas dois metros de distância?

É.

Ontem à noite, ao invés de ir dormir cedo, como nos dias anteriores, fiquei acordada até mais tarde. O pessoal decidiu jogar Taboo (você tem que fazer seu time adivinhar uma palavra, ou nome, sem poder falar determinadas palavras, escritas no cartão que você tem.). Praticamente só tinha brasileiros e franceses na common area (e mais 3 americanos). Depois que o jogo acabou - minha equipe perdeu FEIO - ficamos conversando, rindo demais, tentando resolver o cubo mágico (um dos franceses resolveu em menos de 5 minutos, sem olhar para o cubo!). E teve gente dançando Lady Gaga. E hip hop, e funk (ouvir Dança da Motinha não era exatamente o que eu esperava dessa minha viagem pra NY!).

Bem, acho que é isso por enquanto.
Estou com saudade da minha família, da minha cama e dos meus amigos, mas estar aqui na Grande Maçã é uma boa experiência. Quem sabe o que ainda tem para acontecer?

Ah, não deu pra ir no show das Indigo Girls na quinta. Os ingressos estavam esgotados (aí, acabei indo à Times Square). Mas em 20 fevereiro eu com certeza vou no show do Common Rotation. Os meninos com quem eu estou andando querem ir no show da Lady Gaga, com Scissor Sisters no show de abertura, dia 22 de fevereiro (olha, é o aniversário da gorda-mor!). Mas eu acho que eu não vou.

Agora sim, é isso. Até o próximo post, fantasmas que leem o Five By Five.